outubro

4

2013

Oi Perfumados,

Como havia dito anteriormente não deixei de lado a ideia de trazer uma vez ao mês o perfume preferido de uma leitora,  e hoje trouxe o perfume preferido, ou melhor um dos, de nossa leitora (e amiga) Caroline Barros, mais conhecida na App como “Kerol”.

Vamos ler sua linda descrição, a história do perfume, e uma viagem de sensações!

Uma viagem às ilhas do Nilo

Quando a Cris me perguntou se eu gostaria de fazer uma resenha sobre o perfume que mais gosto, amei o convite, me senti lisonjeada e ansiosa pra fazer, mas em seguida pensei: e agora? Sobre qual perfume irei falar? Optei por um perfume que particularmente me surpreendeu muito esse ano, no meu segundo contato com ele, após um intervalo creio eu de uns 4 anos. Hoje ele é destaque no meu armário, 1ª opçao para dias quentes e acho difícil ele desocupar esse lugar tão cedo.

Falo de Un Jardin Sur Le Nil, de Hermés. Em 2005 a fragrância foi criada para dar força à Hermes no mercado de perfumes, que era o ponto fraco da empresa até então. Ellena já havia criado Un Jardin en Mediterranee (outra obra prima) para a casa e foi daí que decidiram contrata-lo como perfumista exclusivo, nascendo assim os outros Jardins, traduzindo a jornada do perfumista a lugares especiais no mediterrâneo. A proposta deu certo.

Sur Le nil representa a fertilidade do Nilo, de onde nasceram ilhas com aromáticos jardins, sendo a fragrância uma viagem olfativa a esse cenário. O conheci por volta de 2008, através de uma amostra que ganhei. Já havia lido sobre ele, mas era meu primeiro contato com um perfume da Hermés e com outros perfumes mais exclusivos, que não eram da grande industria, mas de nicho, de estrutura mais simples e matéria prima mais rica, alguns mais conceituais que cheirosos por sinal, rs… Dele eu gostei, mas não estava aberta a ponto de comprar, até porque não são baratos; meu nariz destreinado na época encontrou grama molhada e talvez algo cítrico apenas ali, achei bem agradável mas muito unissex, não me apaixonei. Guardei a amostrinha, nunca tive coragem de me desfazer, pois o considerava um perfume especial de qualquer forma. Ela ficou guardada e nunca mais senti o perfume… Até o início desse ano.

Não foi da amostrinha que eu senti primeiro, mas do rastro de uma colega de trabalho que exalava ele todos os dias. Eu estava maravilhada com aquele perfume, sentia flores, sentia frutas cítricas, manga, sentia frescor de mata verde. Me perguntava se era ele, mas como eu não tinha sentido aquilo tudo antes? E nela era tão feminino. Duvidei. Então tirei a duvida quando sai da empresa logo depois, perguntei e ela falou o nome dele. No mesmo dia catei a amostrinha guardada e me deliciei por horas com ele no meu braço e claro, providenciei logo o meu.

Pude perceber outras notas dessa vez, um fundo amadeirado, canela, incenso, mas nada pesado, tudo muito leve, uma experiência sensorial quase mística. Descobri que as flores do corpo eram peônias e lótus basicamente, o que fazia muito sentido naquele contexto, já que são comumente ligadas à fertilidade e à espiritualidade respectivamente, além de serem abundantes na região. Ainda no coração encontram-se Tifas, uma espécie de herbácea/gramínea de regiões úmidas, que crescem às margens de rios e laranja, e na cabeça, notas refrescantes como grapefruit, manga verde, cenoura e tomate. Original, fiel a proposta e sublime. Não quis mais sair desse jardim.

Sillage – nota 10, vc sente o perfume o tempo todo exalando, deixa rastro quilométrico (vide a minha experiência com a colega de trabalho)

Fixação – Em mim dura o dia todo e ainda gruda na roupa, travesseiro, nota 10 tbm!

Até semana que vem, bjs perfumados de coisas boas,

Cris.

agosto

21

2013

Oi perfumados,

 

Aos poucos a vida vai retomando, até porque ela não nos espera, os afazeres se acumulam, e por um lado é até bom, só assim nos obrigamos a focar em algo, a distrair a cabeça, chega uma hora que o corpo não aguenta. Pensei tanto sobre o que escrever, e a mente vazia, nada me vinha, até que uma pequena luz se fez; e a resenha de hoje é uma singela homenagem pra minha eterna amiga Debinha Santiago (In memoriam), que contribuiu muito pras minhas resenhas, sempre a cata de novas amostras e lançamentos, pra que eu pudesse trazer pro Bleu Cerise. Foi uma das minhas maiores incentivadoras e propagadoras.  Então, a resenha de hoje é sobre seu perfume preferido: Juicy Couture.

 

Ele abre bem frutal, diria um frutal comum, aquela vibe melancia, sendo aqui leve, e ainda bem essa fase durou pouco, em torno de 20min, já tem mulheres, que observei relatos, não sentem a saída, somente a fase floral, como era o caso de minha saudosa amiga.

Na evolução sinto flores brancas, lírio, jasmim, com acento na tuberosa, mas não uma tuberosa mais agressiva e pungente, e sim um belo floral primaveril, bem feminino, criação do famoso nose Harry Fremont, criador de sucessos como: CK One, Sensi, Miracle, dentre outros. Um floral na linha de London e Kenneth Cole.

Na base ele volta a ficar adocicado, um docinho baunilha com o floral já leve, sillage moderada, a fixação em mim é boa, fixou por volta de 8 horas, também não economizei nas borrifadas, rs.

Uma fragrância floral frutal, que tem a jovialidade da grife, mas que o resultado não foi um aroma “girly”, adolescente, ele ficou no limiar entre o jovem e o adulto, resultando num perfume que pode agradar os jovens e os jovens de espírito.

Até terça, bjs perfumados de coisas boas,

Cris.

 

Quem gostar dele, poderá gostar também: Kenneth Cole Black, Coco Mademoiselle (Chanel), Secret Wish Magic Romance (Anna Sui).

agosto

13

2013

Oi perfumados,

 

Hoje não teremos resenha, nem lançamentos, nada do tipo. Eu não poderia deixar de comentar aqui, dividir com os leitores, o maravilhoso evento anual, que é o encontro de um grupo muito especial, de amantes da perfumaria, denominado Gapas (grupo dos apaixonados por perfumes) que já se encontrava informalmente, e que desde 2010 tem encontro marcado sob a organização da moderadora da comunidade da App (Apaixonados por perfumes), tanto do Orkut (encontra-se bem ativa lá) como do Facebook. Participo desde o primeiro organizado pela Elaine Testa, a ‘comandante’ das comunidades, muito bem organizadas, diga-se de passagem, e que com maestria organiza nossos encontros. O nome Gapa foi uma denominação posta por consenso do grupo, criado na rotina de tanto falarmos sobre o assunto.

Gapas posando pra foto

Este ano o encontro foi ainda mais abrilhantado, pois um membro, Patrícia Carvalho, conseguiu perfumes, amostras e outros brindes para sortear, com a Época Cosméticos, que dá apoio para vários blogs, com link permanente de 10% de desconto, inclusive para o Bleu cerise. O que deu um ‘frisson’, um ‘plus’ no encontro, e para quem não acreditava a prova está aí.

Brindes Época Cosméticos

Foi, como sempre, um clima maravilhoso, descontraído, intimista, onde quem vai pela primeira vez logo se sente em casa, acolhido por todos, compartilhando nossa paixão em comum, os perfumes. Tinha desde perfumes conhecidos da maioria, os perfumes ditos comerciais até perfumaria de nicho, com marcas exclusivas, tais como: Kilian, Terry Gunzburg, Nasomatto, Francis Kurkdjian, dentre outros.

1/3 da mesa, façam ideia...

O saldo do encontro é sempre muito positivo, além das impressões trocadas, podemos rever amigos, conhecer pessoalmente outros que até então só conhecíamos no virtual, além da troca e venda de perfumes, amostras, e um considerável aumento em nossa wishlist, rs.

O mais importante de tudo, sem dúvida, são os laços de amizade feitos há anos, e reafirmados em cada encontro. A maioria dos participantes era de SP, mas também tinha eu e outra Gapa do RJ. Nosso sonho é fazer um encontro nacional, e como sonhos podem se tornar realidade, há de acontecer um dia!

Até terça, Bjs perfumados de coisas boas,

 

Cris.

agosto

6

2013

Oi Perfumados,

Mais lançamentos vindo por aí, não poderia deixar de comentar os 3 que mais me chamaram atenção:

 

Mugler sabe como impactar, como despertar a curiosidade, sabemos que se tratando de seus perfumes, em geral, podemos esperar algo diferente,  a combinação como um todo ou uma nota que seja, o que não imagino para Show é banalidade. Pode até nos ‘surpreender’ negativamente, mas não acho que seja o caso aqui, ele promete uma fragrância doce/azeda, e com um floral que destaca: bergamota, magnólia e almíscar branco. Em versão edt, frasco de 50ml.

Joop! Também vem com Joop! Miss Wild, depois de Joop! Homme Wild, o ‘par’ feminino assinado por 2 noses renomados: Veronique Nyberg e Olivier Polge. Estamos numa “onda” rock star, que caveiras adornam frascos, uma vibe irreverente, quente. Aguardando ansiosa esse perfume, que destaca as notas: Pimenta rosa, baunilha e rum, prometendo uma combinação inebriante para os sentidos. É uma marca quem sempre apresenta perfumes de ótimo custo x benefício. Em versão edp, frascos de 30,50 e 100ml.

E finalizando a dupla de flanker que, se depender dos frascos e das notas, promete! Black XS L’Aphrodisiaque, em versão feminina e masculino, esperamos que o conteúdo seja promissor, dark, intenso, como os respectivos frascos.

O masculino destaca as notas: açafrão, canela, mel, laranja, cipreste, praliné, almíscar e couro. Em versão edt intense, frasco de 100ml.

O feminino destaca as notas: laranja amarga, neroli, pêssego, rosa, datura, raiz de mandrágora, baunilha e âmbar. Em versão edp, frasco de 80ml.

Como sempre peço aqui, se alguém conhecer  venha contar pra gente!

Até terça, bjs perfumados de coisas boas,

Cris.

julho

30

2013

Oi Perfumados,

 

Hoje trago a resenha do perfume Diane Eau de Toilette, criado em 2011 pelo célebre nose Aurelien Guichard, criador de sucessos como:  Chinatown, John Galliano, Ricci Ricci, dentre outros.  A designer Diane Von Fustenberg, famosa desde os anos 70, sempre uma mente inquieta, foi precursora dos chamados ‘power rings’, anéis com pedras grandes, que nasceu de uma parceria com a joalheira H Stern. Por toda a trajetória da designer estava muito curiosa com seu perfume, o qual ganhei amostra da versão edt, que assim como o edp são do mesmo nose e ano.

Segundo Diane, ela idealizou um perfume que condensasse o “poder” feminino num frasco. Não sei se o resultado é exatamente o que cada mulher associa ao poder feminino, mas, que inegavelmente é um floral expressivo, sem dúvidas. Ele tem em sua composição como notas principais: almíscar, patchouli, violeta, frangipani e mirra.Na saída ele é um floral bem almiscarado, o patchouli não é sobressaltado como o almíscar, e a combinação da violeta com o frangipani é uma dupla inusitadamente feliz destacada.

Pelo que li sobre a versão edp este é uma versão mais ‘amena’ dele, e de fato como disseram do edp, o edt também lembra, mais suave, Agent provocateur, sendo Diane mais powdery até o meio da evolução, depois ele ganha um aspecto levemente adocicado da mirra, e vai perdendo o atalcado e vai ficando mais floral, com um aspecto ‘cremoso’ na pele. Não é uma fragrância que tenha “profundidade”, ela tem 2 fases somente, e esta versão edt não durou mais de 5 horas, o que não pode ser considerada ruim.  Não é de grande sillage, é mais intimista nesta versão, é um floral com uma “pegada” anos 80, não é doce, e apesar do tempo que fica atalcado, não é exatamente um perfume ‘old fashioned’, é confortável. Quem gostar de florais almiscarados, que fazem uma linha mais ‘executivo sensual’, pode curtir.

 

Até terça, bjs perfumados de coisas boas,

 

Cris.

 

 

 

Quem gostar dele, poderá gostar também: Agent Provocateur (Agent Provocateur), BLV (Bvlgari),  Woman (Donna Karan).

 

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